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Gostei do programa, bem mais do que do MasterChef, acho que a produção também vai aprendendo com a experiência.
Penso que 13 episódios é pouco, e nos TopChefs lá de fora eles fazem render mais o peixe. Os episódios são longos, e se a primeira parte teve algum pormenor, na segunda parte foi mais a despachar. Com isso perde-se um pouco a ênfase na cozinha, nos pratos. Muitas vezes nem se consegue perceber o nome do prato, ou as componentes que leva. Todo o foco é na parte "concurso", o reality show, o sangue, gente a ser expulsa, etc. Acho que isso é um dos defeitos do programa. Aliás, dentro deste comentário, penso que o Nuno Diniz está muito mal aproveitado. Anda por ali, pergunta o que vão fazer, não faz grandes comentários. Um exemplo é a cozedura da couve-flor em água, então ele não poderia ter dito que era melhor em leite ou natas? Suponho que o Nuno dê umas dicas mas em off, ou seja, acaba por não passar para o público a sua intervenção, que poderia ser das mais interessantes do ponto de vista didáctico, e da culinária.
Sobre os resultados, gostei muito da prova e da atitude do João Sá. É evidente que o admiro e conheço há muto tempo, mas ele esteve realmente à altura do desafio. Não só no prato que apresentou, imaginativo, ousado, como penso que deve ser neste programa, mas também mais tarde quando foi preciso chegar-se à frente como lider. Não só o ter a coragem de o ser, mas também a forma humilde como o fez. Liderar é um papel como qualquer outro, tem mais destaque mas também fica mais exposto. Parabéns ao Sá, e temos candidato à vitória.
Só conheço um outro candidato, o Igor Martinho, que penso que foi algo beneficiado pelo árbitro. Mal ouvi a descrição do prato dele pensei "como é que ele fez e reduziu uma caldeirada em 45minutos?" e logo o Ricardo Costa disse que sabia a cru. Ao mesmo tempo, o outro concorrente, o Rui Sequeira, muito miúdo mas com talento, o único defeito do prato dele era a quantidade. Ou seja, fiquei com a noção de que os galões e o pedigree aqui mandaram mais do que o conteúdo do prato. Espero ter-me enganado, porque a última coisa que precisamos é de um concurso que seja enviesado.
Quem ganhará é difícil dizer. Acho que qualquer erro em qualquer altura pode enviar um bom concorrente borda fora, e mudar o jogo no episódio seguinte.
Entretanto, ganhamos nós, que nos vamos divertindo e aprendendo algo. Acho que poderíamos aprender mais, mas isso fica por conta da produção, que está ainda algo verde...
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