xarax Escreveu:
uma vez cozinhando uns coelhitos com feijão preto para uns amigos numa cave dos subusrbios de Washington DC (já há aqui bastantes informações implícitas, mas posso explicitar algumas, nomeadamente o coelho é considerado um animal de estimação, e os americanos para comerem coelho já são bastante ousados, é comida étnica.)
em resumo, um dos camones gostava muito do sabor de pimentos habaneros.
cozinhando o guisado hesitei entre pôr "um" ou "dois" habaneros, decidi "que se lixe, ponho dois": piquei e coloquei, mexi
passados 2 segundos de colocar o material provei: ia morrendo. fui buscar mais feijão, mesmo o paquistanês que lá morava teve dificuldades a gerir aquilo, mas... não sobrou
trouxe habaneros para o meu irmão que ao contrário da minha incáucia, usava luvas de borracha para manusear aquilo, e colocava um cm2 de produto (não os 20 ou 30 que eu coloquei) num tacho.
a minha mãe plantou no quintal, mas quando nasceram não picavam... terroir, na certa.
da wikipedia:
O picante é medido na escala de Scoville: o pimento verde tem um valor de zero unidades Scoville, os jalapeños, 3000–6000 e os habaneros até 300 000 unidades. O recorde de picante em unidades Scoville foi registrado no Livro Guinness de Recordes para um piri-piri da Índia, chamado Naga Jolokia ou Naga Morich (pimenta-veneno), que teria 855 000 unidades Scoville.
Pois o meu comprei-o num supermercado gourmet (por sinal maravilhoso e só há 1 em NY - Zabar's de seu nome), ali pela 80 com a Brodway e na sexão dos pós picantes procurei e vi que a indicação da fortaleza da coisa era indicada em malaguetas, de 1 a 5 maleguetas como símbolo. É claro que trouxe o que tinha 5 malaguetas e um sinal mais (+) à frente. Lindo! Foi uma festa de então para cá...
