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 Assunto da Mensagem: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quarta Ago 19, 2009 11:39 

Registado: Sexta Fev 13, 2009 0:07
Mensagens: 1024
Alguém já provou o vinho feito pela Niepoort em Espanha e que se chama:

Navazos 2008 branco?

O rótulo não traz qq informação sobre zona de produção, castas, etc

Provei e não gostei. Nada mesmo. Haverá quem goste?
Pareceu ter fenóis voláteis, coisa extraordinária em vinhos brancos.
O aroma é muito pouco interessante .
Seria azar da minha garrafa?

mandem opniões

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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quarta Ago 19, 2009 12:47 

Registado: Sexta Fev 13, 2009 14:32
Mensagens: 290
Localização: Peniche
Joao,

Nao vou tecer comentarios sobre o vinh. mas apenas que o vinho e 100% Palomino.
É um vinho feito como se faziam os brancos secos de jerez antigamente.

Abraco,

JR


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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quarta Ago 19, 2009 13:02 
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Registado: Quinta Fev 12, 2009 10:15
Mensagens: 3934
Localização: Ibéria Ocidental
joaorico Escreveu:
Joao,

Nao vou tecer comentarios sobre o vinh. mas apenas que o vinho e 100% Palomino.
É um vinho feito como se faziam os brancos secos de jerez antigamente.

Abraco,

JR


isso explica os voláteis...

a Palomino é conhecida por ter pouco aroma e pouca expressividade, o que gerou o desejo de levar os vinhos mais longe com o tipo de estágio oxidativo que fazem lá, o que confere interesse e acrescenta mais valias aos vinhos (mesmo apesar da crise, em Jerez respira-se dinheiro, os produtores são muito grandes e têm muita força comercial)

-- um pouco como o champagne, ou o nosso moscatel, vinhos que se vinificados "normalmente" têm pouco interesse, e aí entrou a criatividade que se tornou tradição


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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quarta Ago 19, 2009 13:06 

Registado: Segunda Fev 16, 2009 18:13
Mensagens: 228
Localização: Sintra
Já o provei e ... gostei.

Não o considero nada fácil, é completamente diferente dos vinhos de mesa que já bebi/provei. Aquelas notas a fermento lembram os Manzanillas acabados de engarrafar.

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Miguel
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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quarta Ago 19, 2009 13:15 

Registado: Sexta Fev 13, 2009 14:32
Mensagens: 290
Localização: Peniche
So mais esta achega:

Este vinho foi elaborado, a partir de uma vinha velha, e fermentou em botas de 500l. Fermentou naturalmente, com leveduras indigenas e sem controle de temperaturas. Estagiou sobre o Véu e a Bota durante 5 meses.

JR


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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quarta Ago 19, 2009 15:09 

Registado: Sexta Fev 13, 2009 0:07
Mensagens: 1024
joaorico Escreveu:
So mais esta achega:

Este vinho foi elaborado, a partir de uma vinha velha, e fermentou em botas de 500l. Fermentou naturalmente, com leveduras indigenas e sem controle de temperaturas. Estagiou sobre o Véu e a Bota durante 5 meses.

JR


pois seja mas que o resultado não é nada entusiasmante lá isso é verdade. Façam só este exercício: imaginem-se num juri a provar em prova cega e depois pensem que nota dariam a este vinho. Até se passavam...
E o meu amigo Dirk, como é humano e não sobrehumano faz coisas boas e coisas menos boas. Afinal como todos nós, certo???
A conclusão, na sequência do que disse o Excelente Sr. Prof. Doutor Xarax é que o Palomino (obrigado João pela informação) está muito bem como está, não precisa que o re-inventem... 8-)

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última vez editado por João Paulo Martins s Quinta Ago 20, 2009 11:11, editado 1 vez no total

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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quarta Ago 19, 2009 22:52 
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Registado: Sexta Fev 13, 2009 12:29
Mensagens: 1429
Localização: Tá-me a dar uma moleza e estes maganos na se calam
Isto lembra a história do "Estão verdes não prestam..."

Fizeram um branco de Palomino com algumas bases das Manzanillas. O resultado é um vinho branco e não uma Manzanilla, a conversa que isto tem feito é algo interessante de se seguir em local apropriado.

Curiosamente não conheço nenhum produto vindo do Equipo Navazos que não seja no mínimo interessante e este Blanco para ter o selo Navazos/Niepoort não foge ao dito patamar de qualidade a que nos acostumaram.

Por acaso pela mesma zona de produção vivem outros brancos que se podem dizer semelhantes mas que em qualidade ficam muito a desejar.

Mas as opiniões são como os rissóis, há quem goste de carne, de camarão, de pescada, de atum, de bacalhau...

PS: Defeitos de uns, virtudes de outros...

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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quinta Ago 20, 2009 11:17 

Registado: Sexta Fev 13, 2009 0:07
Mensagens: 1024
Alentejano Escreveu:
Isto lembra a história do "Estão verdes não prestam..."

Fizeram um branco de Palomino com algumas bases das Manzanillas. O resultado é um vinho branco e não uma Manzanilla, a conversa que isto tem feito é algo interessante de se seguir em local apropriado.

Curiosamente não conheço nenhum produto vindo do Equipo Navazos que não seja no mínimo interessante e este Blanco para ter o selo Navazos/Niepoort não foge ao dito patamar de qualidade a que nos acostumaram.

Por acaso pela mesma zona de produção vivem outros brancos que se podem dizer semelhantes mas que em qualidade ficam muito a desejar.

Mas as opiniões são como os rissóis, há quem goste de carne, de camarão, de pescada, de atum, de bacalhau...

PS: Defeitos de uns, virtudes de outros...


E, já agora, porque não fazer um branco de um vinho base para champanhe, aquela coisa inenarrável que não se consegue beber antes da segunda fermentação?
E porque não fazer um vinho do vinho base antes da destilação do Cognac?
E do Mourisco do Douro? e do Moreto do Alentejo? :mrgreen:

Meu Deus, que caminho tão longo que os descobridores têm pela frente, cientes que a plateia cá estará para aplaudir em qualquer circunstância.
:twisted:

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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quinta Ago 20, 2009 14:29 
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Registado: Sexta Fev 13, 2009 12:29
Mensagens: 1429
Localização: Tá-me a dar uma moleza e estes maganos na se calam
Já me esquecia de dizer, na Sibaritas o Sr. Peñin parece que descobriu este vinho e deu 92 pontos.

Deixo também uma ajudinha para os mais distraídos:

Todo indica que el surgimiento de los vinos de crianza biológica en Andalucía se produjo en la segunda mitad del siglo XVIII, a caballo entre Sanlúcar (que ponía los vinos) y Cádiz (que ponía los tabancos de montañeses en los que se tomó aprecio a los benéficos efectos de la flor).

Todo indica, asimismo, que en aquella época la práctica del encabezado (o fortificado) era infrecuente en los vinos blancos destinados a consumo local. Así lo relata en 1801 Agustín Fernández en su artículo "Cultivo de las viñas y modo de hacer el vino en San Lucar de Barrameda", publicado en el nº 213 de la admirable fuente ilustrada de difusión del conocimiento que fue el Semanario de Agricultura y Artes dirigido a los Párrocos. Tras dejar claro que las mejores uvas son las "listanes" (palomino fino) y las mejores viñas, las de "tierras blancas", proseguía:

"los blancos, en siendo la uva de buena calidad, nada necesitan; es verdad que algunos suelen agregarles una quarta de aguardiente de refino para asegurarlos; pero se exponen con esto à que salgan bastillos" (pág. 59)

Si a esto unimos el dato de que la clasificación de los viñedos de la zona conforme a un criterio de mérito estaba sobradamente asentada a inicios del mismo siglo XVIII, se infiere que las señas de calidad del vino de la época venían a ser:
a) uva palomino fino,
b) procedente de los mejores pagos,
c) fermentado en bota,
d) con levaduras autóctonas,
e) criadas bajo el velo de flor que comenzaba a formarse inmediatamente, una vez que las levaduras de fermentación acababan su tarea y dejaban el campo abonado para la intervención de las levaduras de flor,
f) sin adición de alcohol.

Este vino, antes de generalizarse la denominación "vino de manzanilla", originaria de Cádiz, era conocido localmente como "vino blanco".

Precisamente eso, un "vino blanco" es este Navazos-Niepoort 2008 elaborado, con el apoyo de Quim Vila, por Equipo Navazos y Dirk Niepoort con los mismos criterios de rigurosa calidad que seguían los mejores vinateros del Bajo Guadalquivir hace 200 años: uva palomino fino procedente de un histórico viñedo de albariza; fermentado en bota con las levaduras autóctonas que impregnan el viñedo y las propias vasijas; a continuación, sometido a entre cuatro y cinco meses de crianza bajo velo de flor a graduación natural, gracias a otras levaduras asimismo autóctonas que toman el control de las botas inmediatamente después de que el último grado de azúcar presente en el mosto ha acabado de fermentar. Y, por supuesto, sin la adición de ni una sola gota de aguardiente.

PS: E parece suor de cavalo Lusitano ou de cavalo Andaluz. :mrgreen:

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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Quinta Ago 20, 2009 17:41 
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 Assunto da Mensagem: Re: Mais uma aventura Niepoort
MensagemEnviado: Sexta Ago 21, 2009 9:21 

Registado: Sexta Fev 13, 2009 0:07
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Alentejano Escreveu:
Já me esquecia de dizer, na Sibaritas o Sr. Peñin parece que descobriu este vinho e deu 92 pontos.

Deixo também uma ajudinha para os mais distraídos:

Todo indica que el surgimiento de los vinos de crianza biológica en Andalucía se produjo en la segunda mitad del siglo XVIII, a caballo entre Sanlúcar (que ponía los vinos) y Cádiz (que ponía los tabancos de montañeses en los que se tomó aprecio a los benéficos efectos de la flor).

Todo indica, asimismo, que en aquella época la práctica del encabezado (o fortificado) era infrecuente en los vinos blancos destinados a consumo local. Así lo relata en 1801 Agustín Fernández en su artículo "Cultivo de las viñas y modo de hacer el vino en San Lucar de Barrameda", publicado en el nº 213 de la admirable fuente ilustrada de difusión del conocimiento que fue el Semanario de Agricultura y Artes dirigido a los Párrocos. Tras dejar claro que las mejores uvas son las "listanes" (palomino fino) y las mejores viñas, las de "tierras blancas", proseguía:

"los blancos, en siendo la uva de buena calidad, nada necesitan; es verdad que algunos suelen agregarles una quarta de aguardiente de refino para asegurarlos; pero se exponen con esto à que salgan bastillos" (pág. 59)

Si a esto unimos el dato de que la clasificación de los viñedos de la zona conforme a un criterio de mérito estaba sobradamente asentada a inicios del mismo siglo XVIII, se infiere que las señas de calidad del vino de la época venían a ser:
a) uva palomino fino,
b) procedente de los mejores pagos,
c) fermentado en bota,
d) con levaduras autóctonas,
e) criadas bajo el velo de flor que comenzaba a formarse inmediatamente, una vez que las levaduras de fermentación acababan su tarea y dejaban el campo abonado para la intervención de las levaduras de flor,
f) sin adición de alcohol.

Este vino, antes de generalizarse la denominación "vino de manzanilla", originaria de Cádiz, era conocido localmente como "vino blanco".

Precisamente eso, un "vino blanco" es este Navazos-Niepoort 2008 elaborado, con el apoyo de Quim Vila, por Equipo Navazos y Dirk Niepoort con los mismos criterios de rigurosa calidad que seguían los mejores vinateros del Bajo Guadalquivir hace 200 años: uva palomino fino procedente de un histórico viñedo de albariza; fermentado en bota con las levaduras autóctonas que impregnan el viñedo y las propias vasijas; a continuación, sometido a entre cuatro y cinco meses de crianza bajo velo de flor a graduación natural, gracias a otras levaduras asimismo autóctonas que toman el control de las botas inmediatamente después de que el último grado de azúcar presente en el mosto ha acabado de fermentar. Y, por supuesto, sin la adición de ni una sola gota de aguardiente.

PS: E parece suor de cavalo Lusitano ou de cavalo Andaluz. :mrgreen:


Agradeço as informações que, no entanto e como se imagina, em nada alteram o que disse sobre o vinho. Antigamente dizia-se que o primeiro dever de um vinho era ser tinto. Palermices dessas ainda são hoje defendidas por alguns mas estão felizmente estão a perder adeptos. O que não me parece bem é agora passarmos a outro paradigma do género: o primeiro dever de um vinho é ser esquisito!

Para mim o primeiro dever de um vinho é dar prazer e o segundo emocionar-me. Ora nada disso aconteceu com o tal branco. Lá esquisito é mas «life is too short to drink bad wine!»

Se quiserem e souberem, substituam bad por esquisito :lol: :lol: :lol:

Capice?

JP

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