Antonio Madeira Escreveu:
(...)Tenho a ideia que a % depende muito das caracteristicas do ano e que é preciso uma otima maturação do engaço, ficando bem castanho. Isso torna complicado o seguimento da maturação para encontrar o ponto de equilibrio quasi perfeito, para não se cair na sobrematuração.(...)
O importante é a uva estar sã e madura, o acastanhamento e consequente lenhificação do engaço é completamente secundário. A uva pode estar pronta a colher e o engaço estar verde, e nessa altura temos é de vindimar.
O engaço só tem interesse se estiver completamente castanho (lenhificado) como bem diz, pois é sinal de que o verdete se foi e os seus taninos estão menos agressivos. Mas só tem interesse adicionar no todo ou em parte se considerarmos que pode aportar e completar algo a nível tânico, à casta em questão. A intuição é importante nesta decisão.
Antonio Madeira Escreveu:
(...)Uma pergunta que ja me fiz e que não sei responder é se o engaço se da melhor com certas castas do que com outras e se sim quais os critérios das castas que benefeciam mais com o engaço. Sei que a Baga é em certos casos uma delas, não sei de outras (li agora no post do TVC, que tb o Castelão).(...)
Sim isto é verdade, pelo dito acima, há castas que amadurecem e o engaço mantém-se verde, e outras em que ele lenhifica ao mesmo ritmo.
Mas há um exercício interessante e com bons resultados. No Alentejo também há uma casta como esta:
luigi anatra Escreveu:
(...) pior a casta bairradina mais detestada pelos locais apresenta nos anos menores que lhe causaram o repúdio do consumidor português
, o Castelão. Esta casta, que fica esquecida para o fim, não só porque é tardia, mas porque é hoje em dia considerada um empecilho, não propriamente pelos indígenas, mas sem dúvida pelos viticultores de aviário, se houver lugar para ela na Adega, é vindimada na altura das eloquentes Touriga Nacional e Aragonez de regadio. A Touriga e o Aragonez tem de desengaçar porque o engaço está verde. Mas se desengaçar também o Castelão pelo menos em parte, e aproveitar esse engaço e juntar nas cubas de Touriga e de Aragonez de regadio, por um lado vai compensar a Touriga da sua vertente efeminada, para não lhe chamar outra coisa, característica invariável da Touriga Nacional no Alentejo, e no Aragonez de regadio vai disfarçar e absorver o verdete do bago não maduro, quanto muito desidratado, dando-lhe alguns taninos de qualidade.
Antonio Madeira Escreveu:
(...)Em PT, não me lembro de ter provado muitos casos de vinhos engarrafados, cusa FA foi feita com engaço total ou partial. De que me recordo, os garrafeira do Mario Sergio ou o Qta da Vacariça, alguns Terras de Tavares e pouco mais.
Em França, alguns Rhône Nord (Cornas) e Borgonhas de vignerons perfectionistas.
(...)
Muitos não dizem, nem precisam de dizer, desengaçar é que é relativamente recente.
Mas isto já entra no domínio da
lábia do Terroirista.
tVC